Caí, sem querer, na armadilha que é escutar Adele enquanto vivo uma separação.
Caramba! A gente pode ser forte, talvez até invencível mas quando começam essas melodias e letras tão cheias de amor e tristeza ao mesmo tempo, lembramos dos nossos momentos como se fossem ontem.
Ninguém gosta de terminar relacionamento. Essa sofrência é muito difícil de fazer ir embora e quanto mais a gente tenta criar situações para fugir desse encontro com a gente mesmo, cedo ou tarde estamos nos confrontando com nossas atitudes e é impossível não fazer um balanço do que fizemos de bom e de ruim.
Sei lá o que buscamos no fundo. Talvez só queiramos abraços, carinhos, afagos, biscoitos e um copo de leite.
Crescer é muito difícil. Quando você se dá conta, já está pagando conta, chorando pelos amores que se foram, por aqueles que te traíram, pelas injustiças que sofreu e tentando constantemente se levantar das rasteiras que a vida te dá. E não adianta não tentar arriscar. Também não adianta ficar num sistema defensivo controlando tudo. Ela, a vida, sempre encontrará uma maneira de te testar.
Nesse caminho de sofrência, é normal que pessoas que já sofreram muito ou que também estão sofrendo cruzem meu caminho. Sabe como é né? Lei da atração.
Pode até parecer maldade mas me divirto vendo como todo mundo agora tem a solução perfeita : nunca mais sofrerão porque entenderam o que aconteceu e nunca mais confiarão em alguém de novo. Estão vacinados, protegidos e nunca mais cairão na besteira de amar outra vez.
Como a gente é bobo em pensar que podemos controlar nosso coração. Somos tão frágeis que até o mais bruto dos homens, com um pouco de atenção e as palavras certas, pode ser » domado « . Porque o amor, mesmo que ele não seja sincero, tem a força suprema de mover montanhas. Mesmo as mais intransponíveis.



